JULGAR: Decidir como juiz, dando
sentença de condenação ou de absolvição, Censurar; condenar,
Ato de julgar uma pessoa ou uma questão.
Ato de julgar uma pessoa ou uma questão.
Esse texto não diz que não
devemos julgar, mas sim sobre o
julgamento Hipócrita, (VS 5), pessoas que reparam o arqueiro que esta no olho
do irmão, e não vê a trave que esta no próprio olho. (Será que não vemos o
arqueiro que esta no mundo, mas não conseguimos ver a trave que esta na
igreja?) Rm 2. 1-2 fala que pessoas que julgam desta maneira são indesculpáveis
e não são aptas para julgar. Pois esse tipo de julgamento não tem base na
palavra de Deus nem seu aval, agem como os fariseus, pelo contrario tais
pessoas seram julgado por Deus com a mesma medida.
Costumamos usar a Bíblia para
dizer que Deus disse que não devemos julgar. A bíblia não condena o julgamento,
o que ela condena é o Juízo temerário “Analisemos
a palavra “temerário”. Que significa ela? Imprudente, inconsiderado.“Assim,
qualquer juízo só será temerário se inconsideradamente formado, isto é, se
formado sem aquela madura análise que deve preceder todos os nossos
julgamentos.”
No AT. Deus levantou juízes para
julgar o seu povo, “Êxodo 18:13 E aconteceu que, no outro dia, Moisés
assentou-se para julgar o povo...” Em I Corintios 5:3-5 Vemos o apostolo Paulo
julgando e condenando um irmão faltoso, ”Eu, na verdade, ainda que ausente no corpo,
mas presente no espírito, já determinei, como se estivesse presente, que o que
tal ato praticou, Em nome de nosso SENHOR Jesus Cristo, juntos vós e o meu
espírito, pelo poder de nosso Senhor Jesus Cristo, Seja entregue a Satanás para
destruição da carne, para que o espírito seja salvo no dia do SENHOR Jesus.
Paulo ágil baseado nos princípios da palavra de Deus e chamou a igreja a tomar
uma posição.
“Ora, se teu irmão pecar contra
ti, vai, e repreende-o entre ti e ele só; se te ouvir, ganhaste a teu irmão; Mas,
se não te ouvir, leva ainda contigo um ou dois, para que pela boca de duas ou
três testemunhas toda a palavra seja confirmada. E, se não as escutar, dize-o à
igreja; e, se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e
publicano. Em verdade vos digo que tudo o que ligardes na terra será ligado no
céu, e tudo o que desligardes na terra será desligado no céu. Também vos digo
que, se dois de vós concordardes na terra acerca de qualquer coisa que pedirem
isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem
dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
Aqui temos um caso clássico de um
julgamento, com o objetivo de aperfeiçoar o corpo de Cristo. Vemos um irmão que
tinha uma demanda contra o outro irmão. A palavra nos ensina que devemos ir até
ele e confronta-lo em amor, caso ela não queira aceitar, deve haver uma nova
tentativa de restaurar a comunhão, agora com uma ou duas testemunhas, caso o
irmão continue irredutível, o caso deve ser levado ao conhecimento da igreja e
se ele recusar ouvir a igreja, Esta deve considera-lo como um gentil e
publicano, Ou seja, deve julgar. Pois ele não esta de acordo com os ensinos da
palavra de Deus. Tendo agido desta maneira obedecendo aos princípios da palavra
de Deus, Jesus valida a decisão da igreja. Quando esta age de acordo com sua
palavra. E fecha a questão dizendo: Onde estiverem dois ou três reunidos em meu
nome, ali estou no meio dele.
Esse versículo final é muitas
vezes citado para justificar a falta de pessoas em uma reunião, é verdade que o
mais importante é que Jesus esta presente na reunião, porém este versículo esta
no contexto de uma reunião para julgar uma causa que culminou na exclusão de um
irmão que não quis restaurar a comunhão.
Vemos que a igreja perdeu o seu
papel disciplinador e restaurador, e não só tem deixado de julgar as demanda
que tem dentro dela como tem levado essas demandas a tribunal de ímpios. “Não
havendo sábia direção cai o povo, mas na multidão de conselheiro há segurança”
Prov. 11. 14, Quando a Igreja não exerce o seu papel as coisas correm frouxa, e
ai vira bagunça, onde cada um faz o que quer e pede para não ser julgado ou diz
quem me julga é Deus. Jesus deu esta autoridade a igreja, garantindo que ELE estaria
presente para validar tal julgamento. Porem a igreja deixou de lado esta tarefa
e tem julgado os que não são para julgar, no caso os de fora, “Porque, que
tenho eu em julgar também os que estão de fora? Não julgais vós os que estão
dentro? Mas Deus julga os que estão de fora. Tirai, pois, dentre vós a esse
iníquo.” Os de fora quem julgara é Deus. O apostolo Paulo tomou a decisão de
mesmo estando distante da situação e da pessoa acusada, Julgar e sentenciar,
Porem uma observação aqui, Paulo diz eu no Senhor. A igreja não é chamada para julgar
de forma imprudente ou inconsiderada, mas no SENHOR e de forma analítica e madura. E o objetivo não deve ser excluir o faltoso,
mas sim buscara a comunhão do corpo e educar a igreja acerca da palavra de Deus, a igreja tem que
funcionar com uma comunidade terapêutica que busca a restauração e
amadurecimento dos seus membros, senão como poderemos julgar este mundo se não
somos capazes de julgar os nossos próprios erros, queremos tocar nas vidas lá
fora mais por dento estamos doentes, Queremos tirar o cisco mais estamos com um
arqueiro, dizemos que isto ou aquilo que o mundo faz é pecado, porem o que fazemos é de Deus. O concerto
começa pela casa de Israel, nos somos o Israel de Deus. Deus usará a igreja
para julgar o mundo e os anjos, Mateus 19:28, porem ela primeiro precisa ser
capaz de julgar suas demandas. Que sejamos crucificados com Cristo, para que
não vivamos mais nós, mas Cristo viva em nós. Nós na verdade deveríamos pedir perdão aos de
fora por muitas vezes sermos pedra de tropeço, pois muitos não se aproximam da
Cruz, porque o que temos feito dentro da igreja, tem escondido a verdadeira
Cruz e seu significado na sua mais completa plenitude. “O nome do Senhor e
blasfemado entre os gentios por causas de vós” Nós que conhecemos, é que temos
pecado contra Deus e sua palavra. Senhor perdoa nossos pecados como igreja.